Dia 48 - Boletim da Tocha Olímpica

Notícias sobre o Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 pelo Brasil. Acompanhe aqui a atualização ao longo do dia

Tarde/Noite

  • O velocista Robson Caetano, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos Seul 1988 e Atlanta 1996, conduziu a tocha Olímpica na cidade. “Foi muito bacana conduzir o fogo simbólico. Essa chama que vai chegar ao Rio de Janeiro, em  5 de agosto, é motivo de muito orgulho, muita satisfação”, disse ele, muito aclamado pelo público em sua passagem. 
  • Caetano acredita que a equipe brasileira de atletismo tem chance de estar nas finais dos Jogos Olímpicos Rio 2016. “É um time que está se fortalecendo. Acredito que tenha chances no salto com vara masculino e feminino, na marcha atlética e na maratona”, apostou.
  • Natural de Manaus, o piloto Antônio Pizzonia começou treinando em pistas improvisadas em estacionamentos, uma vez que a cidade não tinha kartódromo. Depois de sair do país, ele alcançou o sonho de ser piloto da Fórmula 1. “Fiquei muitos anos fora do Brasil. Sentia falta do clima, do calor humano, da comida, dos amigos. Voltei para Manaus faz alguns anos e amo muito minha cidade, meu estado, e agora estou podendo matar um pouco da saudade que eu tinha. Conduzir a tocha aqui é uma emoção maior ainda”, disse ele.
  • David Assyad tem 47 anos. Aos 17, perdeu a visão em um acidente de carro. O amor pela música continuou forte, e a voz cada vez mais bonita. "Faço parte do Festival de Parintins. Fiquei 15 anos no Garantido e estou há 6 anos no Caprichoso. Sou levantador de toadas, que é um cantor como se fosse puxador de samba. O festival são três dias de ópera a céu aberto e existe há 50 anos essa disputa, a rivalidade é louca", contou ele, que foi ovacionado ao conduzir a tocha.
  • Ronaldo de Souza dos Santos, o Jacaré, lutador de MMA, começou treinando judô e jiu-jitsu quando tinha 17 anos, em Manaus, com o sensei Henrique Machado. “Sou capixaba, mas meu coração é manauara. Foi aqui que me fiz atleta, minha torcida maior é do povo amazonense. Conduzir a tocha foi uma das maiores emoções da minha carreira”, disse. 

 

  • Jacaré passou a chama Olímpica para a mesa-tenista da seleção brasileira Lígia da Silva, que acendeu a pira de celebração. Os dois condutores se emocionaram com a recepção do público ao subir no palco do Complexo Turístico Ponta Negra. "Foi aqui que comecei minha trajetória. Nunca vou esquecer o Amazonas, jamais, jamais”, comoveu-se a atleta campeã latino-americana em 2006.

 

  • Neste domingo (19), o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, acompanhou o Revezamento da Tocha Olímpica em Manaus. Na cidade, 178 condutores se revezaram ao longo do trajeto de pouco mais de 39 quilômetros. Nesta segunda-feira (20), o comboio fará uma operação especial na floresta Amazônica, nos municípios de Iranduba e Presidente Figueiredo.

Manhã/Tarde

  • A tocha Olímpica chegou de avião a Manaus na manhã deste domingo (19) e foi recebida com muito carinho pelos moradores. A população acompanhou o percurso, a partir do aeroporto, com gritos de incentivo aos condutores, muitos deles atletas da capital. 
  • Augilmar de Oliveira, mais conhecido como Gilmar Popoca, ganhou medalha de prata no futebol nos Jogos Olímpicos Los Angeles 1984 e voltou com prêmios de artilheiro e melhor jogador da competição. Hoje, o ex-meio campista treina as categorias de base do Flamengo. "A garotada precisa vestir de verdade a camisa da seleção em agosto. É uma chance única de ganhar o ouro tão sonhado dentro de casa", comentou.
  • Edemar Côrrea, de 29 anos, é um apaixonado por livros. Há dez anos ele toca um projeto de leitura monitorada para crianças em escolas públicas e orfanatos, e já leu para mais de 500  pequenos. "Ser inspiração para elas é minha maior recompensa, ver as crianças viajando pelas histórias e se interessando pelo mundo da literatura já é meu maior prêmio. Conduzir a chama Olímpica em nome dos livros e da arte está além de qualquer recompensa”, afirmou.
  • A ex-atleta Magaly Cordovil tem uma longa história na seleção de handebol do Amazonas. Em 1976, o time foi campeão brasileiro e Magaly, consagrada como melhor atleta do Brasil, atleta artilheira e atleta padrão.  No mesmo ano, também ganhou prêmio de atleta do século pela prefeitura de Manaus.  “Conduzir a chama é como voltar a jogar em alto nível. Parece que entrei em campo e venci um grande campeonato”, disse.
  • O condutor Dissica Calderário é um multiatleta. Já praticou futebol, jiu-jitsu, maratona aquática, ciclismo. Atualmente, seu foco é o triatlon. Ele compete nas provas mais desafiadoras do mundo e tem o objetivo de fazer o esporte se desenvolver na cidade. "Temos muito potencial para descobrir talentos na cidade. O sangue manauara é um sangue de guerreiro da floresta que nasceu superando desafios, nasceu com o esporte nas veias. Só temos que dar mais apoio para escolinhas dos diversos esportes para os talentos se revelarem", afirmou ele.
  • Abdias Dolce é haitiano e mora há cinco anos no Brasil. Foi para Manaus correr atrás de uma qualidade de vida melhor e um estudo em nível superior. Deu certo: ele está no quinto ano de Engenharia Mecânica e quer emendar em um mestrado. As três coisas favoritas dele no Brasil? "Música sertaneja e forró, carnaval e futebol. Torço para o Santos, Atlético Mineiro e Palmeiras", contou. "Estou em casa em Manaus. O povo local me abraçou desde o começo." Para conhecer a história de Abdias, clique aqui

 

  • Sandro Viana já representou o atletismo brasileiro nos Jogos Olímpicos Pequim 2008 e Londres 2012 nos 100 metros, e está tentando a vaga para os Jogos Rio 2016. Ele voou dos Estados Unidos para Manaus e chegou hoje mesmo para conduzir a chama Olímpica. "Tudo é muito mágico, já vivi a emoção de duas cerimônias de abertura de Jogos, mas nada se compara a essa emoção. E a grande coincidência é que eu peguei a tocha bem na frente de onde comecei minha carreira esportiva. Tenho certeza que este é um sinal. Muitas coisas boas estão acontecendo comigo esse ano e sei que vem mais por aí”, disse.
  • Willacym Miguel de Souza é cadeirante e criou um projeto de dança e inclusão para portadores de deficiência. Conduziu a chama Olímpica sob muitos aplausos. “Eu sou artista plástico, grafiteiro, MC, faço coreografia, danço. E hoje estou aqui. Quem está em casa sem fazer nada está perdendo tempo. Mostrar nossa cultura para o mundo é o mais importante. Eu sou só um instrumento para que as artes se desenvolvam em meu estado”, afirmou.
  • Rita de Cassia Pereira Reis é integrante da Seleção Brasileira de judô e já recebeu medalha de bronze no mundial em 2015. A judoca troca qualquer diversão pelos treinos para conquistar seu grande objetivo, que é disputar os Jogos Olímpicos. "Esta chama foi muito maravilhosa na minha vida, vou me esforçar ainda mais para dar orgulho para os meus conterrâneos de Manaus. Quero trazer uma medalha para a cidade em 2020", disse.
  • Moradora da comunidade ribeirinha de Carreiro da Várzea, Ingra Mendes leva  uma hora de barco para chegar à escola todos os dias. “Estou aqui representando todas as crianças e adolescentes do mundo. Quero que todos saibam que existem muitos lugares no mundo ainda preservados e que precisam de proteção”, disse.
  • Simplício Campos perdeu o braço em um acidente de carro em 2005 e só depois de conhecer um treinador de atletas paralímpicos, Joaquim Filho, começou a treinar natação. O seus resultados já nos primeiros seis meses de treinamento foram tão bons que o esporte virou coisa séria. Ganhou inúmeras medalhas de ouro, prata e bronze e foi considerado o melhor atleta paralímpico do Brasil em 2010 e 2011. “É uma honra e um lindo reconhecimento da minha história de nove anos no esporte paralímpico. A natação me mostrou uma nova maneira de pensar sobre a vida e de me ver não como coitadinho, mas como vencedor e que eu posso fazer tudo que eu quiser.”
  • O revezamento também teve a participação de dois atletas indígenas. Gustavo dos Santos e Drean Silva têm muito em comum. O primeiro vem da tribo Karapãna, e o segundo, da Kambeba. Eles foram descobertos pelo projeto Fundação Amazonas, que incentiva a formação de atletas através do Arquearia Indígena. A dupla se destacou há pouco mais de dois anos e agora está morando e treinando na Vila Olímpica de Manaus. "A primeira vez que peguei em um arco Olímpico foi estranho. Antes era só aquele de madeira mesmo. O profissional é mais potente e preciso, e exige muito treinamento", contou Gustavo. Drean completou: "E ainda tem o peso. O arco indígena pesa 500g e o profissional, uns 5kg”.
  • A dupla lidera o ranking juvenil: Gustavo em segundo e Drean em primeiro. Aliás, Drean acaba de assumir a décima colocação no ranking adulto. "Devo tudo a minha família. Inclusive levei um arco Olímpico lá outro dia para o pessoal brincar. Estou treinando com o alvo dos Jogos de 2020", contou ele. Além de resgatar a cultura indígena com o tiro com arco, Drean também participa de danças da sua tribo.
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