Dia 41 - Boletim da Tocha Olímpica 

• O Revezamento da Tocha Olímpica está hoje em São Luís, no Maranhão. O comboio foi recebido, como não podia deixar de ser, por grupos de Bumba Meu Boi em frente à Prefeitura de São Luís, ponto inicial do revezamento na cidade.

•  Eildo Sodré Bezerra, o Nonô, é o boi do Axixá, um bumba meu boi que há 57 anos alegra São Luís. “Por onde a gente passa, quer fazer a festa da paz, da alegria, do amor no coração. É difícil, mas a gente vai na luta”, contou, sorrindo e dançando.

•  Na Praça D. Pedro II, personagens históricos de São Luís saudaram o comboio: o general francês Daniel de La Touche, a rainha Maria de Medici, a proprietária de terras Ana Jansen, o governador Benedito Leite, o poeta Gonçalves Dias, a romancista Maria Firmina e a escrava Catarina Mina foram representados por atores a caráter.

•  A primeira condutora em São Luís foi Jaqueline Maria Caldas, de 12 anos. Ela faz parte do projeto Movimento e Resgate Esportivo, que ajuda jovens em situações de vulnerabilidade social. "Jogo futebol desde os 7 anos. Minhas notas melhoraram, até em Geografia, a matéria na qual tenho mais dificuldade." O maior ídolo no esporte? É o argentino Messi. Mas ela vai torcer pelas seleções brasileiras nos Jogos Rio 2016.

•  Andressa Sheron conduziu a tocha Olímpica representando o movimento LGBT. A transexual contou que começou a descobrir seu gênero por volta dos 7 anos. “Aos 12 anos, assumi a Andressa, correndo atrás de tratamentos hormonais. No começo foi difícil: sofri muita rejeição da família. Mas hoje minha mãe é meu maior apoio. Criamos a Amattra (Associação Maranhense de Travestis e Transexuais) para cobrar políticas públicas de direito ao nome social, atendimento na saúde, respeito na busca de empregos”, contou. “Levar a tocha Olímpica é uma forma de dar visibilidade a essa população vulnerável”.

•  José Emilio Moreira foi chefe da delegação masculina de judô nos Jogos Atlanta 1996. "É surpreendente como o esporte evoluiu no Brasil e se tornou fonte de tantas medalhas", disse. E ele aposta nos Jogos Rio 2016. "O brasileiro já é frenético para torcer. Em agosto apoio vai ser o maior combustível dos atletas", garante.

•  Jose Garcez, de 69 anos, acompanhou o percurso correndo. Ele ganhou várias provas de corrida de rua na cidade e pratica o esporte há 30 anos. • Paulo Roberto de Moraes é piloto de bicicross desde os 16 anos e hoje conduziu a chama Olímpica utilizando uma bicicleta de 1984. "Essa bike antiga é um símbolo do meu início no esporte, foi vendo um modelo assim que me interessei pela modalidade. Representou uma volta ao meu começo e uma forma de homenagear os amantes do pedal”, disse.

•  Um dos momentos mais marcantes do revezamento em São Luís foi o pedido de casamento – uma surpresa que o condutor Romeu Matos, 27 anos, decidiu fazer à namorada, a também condutora namorada Samya Taliani Silva, 24 anos, no momento exato do beijo da chama Olímpica.

•  Assim que começaram a namorar, há cinco anos, ela engravidou de Ana Cecília, hoje com 4 anos. Eles foram morar juntos e, quando a menina tinha 3 anos, teve de fazer uma cirurgia no coração. A recuperação da criança foi um dos motivos que levaram Romeu a, finalmente, oficializar o compromisso.

•  Samya conduziu a tocha primeiro. Ela não sabia de nada, apenas que passaria a chama Olímpica a Romeu no Dia dos Namorados, em plena Ilha do Amor, como é conhecida a capital maranhense. Quando chegou ao ponto do beijo da chama, a surpresa: Romeu estava com um cartaz dizendo apenas "Samya, quer casar comigo?".

• Ela logo disse sim, e ele se ajoelhou e apresentou o anel. Os dois choraram muito e a família ao redor providenciou arroz, uma grinalda para a noiva e um buquê. Eles conduziram juntos a tocha Olímpica no trecho de Romeu, e Ana Cecília, no meio do caminho, rompeu o protocolo e correu para o casal.

• "Eu não desconfiei de nada, por isso fiquei realmente muito emocionada", contou ela."Não tem presente melhor no Dia dos Namorados, né?", disse Romeu, fazendo justiça ao nome. • Eles vivem na periferia de São Luís. Ela estuda contabilidade e é consultora de vendas; ele é consultor financeiro.

•  Antes de conduzir, Romeu contou que não estava respondendo às mensagens que a namorada estava enviando pelo celular, para deixá-la “mais ansiosa”. E contou que, ontem, chegou a brincar com ela, dizendo que quem sabe não se casariam no Dia dos Namorados. “E ela me respondeu: ‘Você, me pedir em casamento? Até parece!’”

•  Um sanfoneiro acompanhou o pedido tocando em sua sanfona a marcha nupcial. "Já perdi a conta do número de casamentos de São João que toquei em São Luís. Quando me ligaram achei que era mais um. Mas era para a tocha Olímpica! Esse é novidade pra mim", se divertiu-se ele, aos 68 anos.

•  Ana Paula Melo é da Seleção Brasileira de handebol e está nos últimos treinos para os Jogos Rio 2016. Ela garante que as brasileiras estão em pé de igualdade com as outras seleções e vai contar com o fator torcida para conquistar um bom resultado. "Esta chama é mais uma motivação para chegarmos aos Jogos com todo gás. Foi maravilhoso ver a família me dando apoio."

•  José Carlos Moreira é corredor dos 100 metros e vai para sua terceira participação em Jogos Olímpicos. “Estou aqui para conduzir a tocha, já é o fogo que vai acender, realmente, a chama do atleta. Já fui a Londres, a Pequim e agora vou para o Rio. Vamos com força total”, afirmou.

•  Ana Ribeiro largou tudo no Maranhão há cinco anos para lutar por um sonho: foi para a Inglaterra estudar e trabalhar com videogames. Foi a primeira mulher no Brasil a criar um jogo de realidade virtual. Roda o mundo dando palestras e é considerada referência no mundo games. "Entrei em um mercado super masculino e consegui me destacar. A força de vontade da mulher é imbatível, quando realmente queremos algo. Eu fiquei feliz de representar hoje com a tocha Olímpica meu povo maranhense e poder aguçar a curiosidade das pessoas que ainda não conhecem a realidade virtual”, disse ela, que participou do revezamento usando óculos de realidade virtual.

•  O condutor Maurício Vieira Paula desenvolve o projeto ComunicaPaz em uma das comunidades mais violentas de São Luís, Vila Embratel. Ele capacita crianças e adultos para trabalhar com artes visuais. "A única forma de conseguirmos mudar realidades deprimentes e degradantes é com paz, esporte e educação. Sem esses pilares não vamos conseguir mudar nosso país”, disse.

•  Silvia Pitombeira foi atleta Olímpica de handebol e atuou na Seleção Brasileira em Londres. "Ver minha filha recém-nascida ali bem perto foi muito emocionante. Nunca pensei que eu pudesse ser escolhida para conduzir a chama na minha cidade. Acredito que as meninas da seleção atual tem grande chance de medalha, o treinador é muito bom e elas vão ter o apoio da torcida", afirmou.

• Ilziane Marques é da Seleção Brasileira de basquete e já está confirmada para os Jogos Rio 2016. “A energia da chama Olímpica trouxe ainda mais energia para os Jogos. A gente vem de um cenário muito difícil, não está cotada entre as favoritas. Mas acredito que temos um potencial muito grande. E acredito também na força do povo brasileiro.”, afirmou.

• Rayanne Xavier, de 16 anos, participa do Nucel, o Núcleo Comunitário de Esporte e Lazer, que atua na divulgação de atividades físicas na zona rural de São Luís. "Vamos na casa dos jovens convidá-los a jogar rugby, badminton, basquete... No começo, eles estranham, porque nunca ouviram falar dos esportes. Depois, não querem parar de jogar. O que esta bombando também é o slackline!", contou ela pouco antes de conduzir a tocha Olímpica.

• Bruno di Oliveira tem o canal O Curioso no Youtube, com listas sobre temas singulares. “Fiz um vídeo no meu canal sobre a importância de conduzir a chama Olímpica. E estou nesse mundo aqui faz um ano, já estamos com cerca de 700 mil inscritos. Eu, daqui do Maranhão, consegui isso fazendo do computador o meu meio de comunicação com vocês”, emocionou-se.

• Thiago Rizzo conduziu a tocha Olímpica em alta velocidade num quadriciclo no Espigão Costeiro, um conhecido ponto da orla de São Luís. “Foi bem diferente, senti muito a vibração das pessoas”, disse ele, que é nadador e professor de Educação Física.

• José Augusto Santos mora em um bairro simples de São Luís e tem uma escolinha de futebol há 17 anos, que forma cidadãos e revela talentos. "Eu me sinto muito feliz em dar um futuro para essas crianças. Minha alegria é ver que muitos dos que passaram pela minha escola hoje são médicos, advogados e tem uma profissão digna. Esse reconhecimento da chama Olímpica só mostra que meus alunos são meu maior tesouro”, disse.

• Uma das grandes influenciadores atuais no Snapchat, com 630 mil views, a advogada Thaynara OG acendeu a pira Olímpica em São Luís. “Hoje é Dia dos Namorados, então, nesse clima, de Ilha do Amor, em vez de jantar à luz de velas, eu estou segurando a a tocha com a chama Olímpica. Tem coisa mais romântica que isso? Não tem”, brincou.

. O Revezamento da Tocha Olímpica percorreu hoje cerca de 40 quilômetros em São Luís e contabilizou 143 condutores. Amanhã a tocha Olímpica visita os Lençóis Maranhenses.

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