Dia 93 – Boletim da Tocha Olímpica

Notícias sobre o revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 pelo Brasil. Acompanhe aqui a atualização ao longo do dia

NOITE

·     "O sonho de todo Cearense é ir para a cidade grande", conta Chico Gomes. No seu caso, o Rio foi o destino. Seu primeiro emprego por aqui foi de porteiro. Depois, virou segurança de um bar. De tanto ajudar os garçons, terminou virando um deles e foi eleito o melhor profissional da cidade por dois anos. Há oito anos, ele abriu seu próprio restaurante, conquistando uma legião de fãs. Para aliviar o estresse, que até lhe causou uma gastrite, começou a correr e se apaixonou por maratonas. Ao todo, já correu 12, duas delas em Nova York. Hoje, ele conduziu a tocha Olímpica em Nilópolis. "Entre 12 mil pessoas, ser convidado para carregar uma tocha é uma honra muito grande. Agradeço muito a Deus e à minha família", disse.

·     Luiz Antônio Feliciano Marcondes, conhecido por todos como Neguinho da Beija-Flor, é uma das vozes mais conhecidas do carnaval carioca. Desde 1976, ele é o intérprete oficial da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. “É um privilégio representar um evento tão importante mundialmente. É ainda mais gratificante por ser na minha cidade. Os Jogos Olímpicos aqui no Brasil serão um dos maiores já realizados”, aposta.

 

·     Marcelo Jucá foi nadador da seleção brasileira e participou dos Jogos Olímpicos Moscou 1980 e Los Angeles 1984. Foi nadador pelo Clube de Regatas Flamengo e ganhou três vezes a travessia Urca - Praia do Flamengo, nos anos de 1978, 1979 e 1980. Aos 12 anos, o atleta foi convocado para a seleção brasileira, especializando-se em competições de fundo. "Quando você acha que não tem mais nada pra acontecer na sua vida como atleta, recebe esse convite maravilhoso e volta toda aquela sensação de ser Olímpico de novo", relembra. 

TARDE

·     Ginástica e música esperavam o Revezamento da Tocha Rio 2016 no município de São João de Meriti.

 

·      Um dos primeiros condutores na cidade, Matheus Neiva sempre foi um aluno aplicado, mas não sabia o tamanho do seu talento para matemática. Foram os seus professores que o incentivaram a participar da 1ª Olimpíada Brasileira de Matemática, em 2005, quando conquistou a medalha de bronze. Nos anos seguintes, foram três medalhas de ouro em 2006, 2007 e 2008, uma menção honrosa em 2009 e uma medalha de prata em 2011. Cursando engenharia civil na UFRJ, Matheus estava ansioso antes de conduzir a tocha Olímpica. "Ter vencido as Olimpíadas de Matemática mostra que a limitação só está na nossa cabeça. Se eu consegui, todos podem chegar lá, basta acreditar. E todos devem acreditar nos seus sonhos," afirma.

 

·       A velocista Evelyn dos Santos representou o Brasil em Pequim 2008 e Londres 2012. Hoje, a carioca conduziu a tocha Olímpica em Nilópolis, e deu seus palpites sobre as disputas no atletismo nos próximos dias. "Na prova em que sou especialista, que é o revezamento 4 x 100m, a Jamaica e EUA são os favoritos. Os atletas das demais delegações vão brigar por uma medalha de terceiro", aposta.

·      Em Duque de Caxias, o comboio foi recebido com festa do Palhaço da Folia de Reis de São Sebastião e o grupo Flor de Primavera.

·        Fundador da Associação Miratus de Badminton, Sebastião Oliveira tem muitos motivos para comemorar. Criando em 1988, o projeto de inclusão social por meio do esporte formou dois atletas que irão participar dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Um deles é Ygor Oliveira, filho de Sebastião. “Estamos todos muito felizes. Sinto orgulho de que dois dos atletas da Seleção Brasileira de Badminton tenham nascido na nossa comunidade,” emociona-se. Além de criar atletas, o Miratus é uma oportunidade de vida para muitos jovens. “Um dos objetivos é mostrar para as pessoas que é necessário dar opções para as crianças, antes que elas sejam pegas pelo crime. Precisamos criar ídolos para que os jovens tenham bons exemplos a seguir," enfatiza. E completa: “A classificação do Ygor para os jogos só amplificou a minha voz. Mostramos que, se existirem bons exemplos para as crianças, elas se tornam pessoas do bem e não vão para o crime”, afirma.

·        Ygor, que também foi condutor, concorda. “Meu pai me ensinou a caminhada e hoje sinto orgulho de estar dentro dos Jogos. Nasci em uma comunidade, mas tive a oportunidade de fazer parte de um projeto que foram campeões não só no badminton, mas na vida”, explica.

·        Uma das representantes brasileiras de badminton nos Jogos Olímpicos Rio 2016, Lohaynny Vicente queria conduzir acham por mais tempo. “Os três minutos passaram muito rápido, queria ficar mais com a tocha. Foram os três minutos mais emocionantes da minha vida,” explica. A atleta é uma das esperanças do Brasil para o pódio. Lohaynny já conquistou importantes vitórias, como: prata (em duplas) nos Jogos Pan-americanos Toronto 2015, bronze (em duplas mistas) nos Jogos Pan-americanos Toronto 2015, ouro (individual e duplas mistas) nos Jogos Sul-americanos da Juventude Lima 2013. Será condutora no Rio de Janeiro.

·       O último condutor na cidade de Duque de Caxias, Michel Pessanha aproveitou o revezamento para fazer um pedido. "Estou lutando pela medalha Olímpica. Peço a torcida de todos," diz. Paratleta do Clube de Regatas do Flamengo, ele passou a integrar a seleção brasileira de remo em 2013.

MANHÃ

·         O Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 chegou à cidade do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (03). A embarcação Alieen, que pertencia ao avô dos irmão Grael, recebeu a tocha Olímpica pelas mãos de Torben, no Rio Yatch Club, em Niterói, de onde partiu a bordo do veleiro Lady Lou, tripulado por Torben Grael, Lars Grael, Clínio Freitas, Isabel Swan, Nelson Falcão, Marcelo Ferreira e Ronnie Senfft. Como destino, a Escola Naval enviou um barco a remo até a embarcação dos atletas do esporte que mais deu medalhas Olímpicas ao Brasil. No cais, o prefeito Eduardo Paes recebeu o símbolo Olímpico.

 

·         Isabel Swan, que competirá nos Jogos Rio 2016, falou sobre a expectativa de medalhas brasileiras na modalidade. “A vela feminina tem chance de surpreender. São quatro classes exclusivamente femininas e uma mista, que é a minha classe, a Nacra 17. Estou na torcida, principalmente pela Martine Grael e pela Kahena Kunze, na classe 49er FX. Também tem a 470, com a Fernanda e com a Ana, a Fernanda Decnop na Laser Radial e a Patrícia Freitas na prancha à vela. Então, a torcida vai estar firme para a mulherada velejar bem. E eu, na classe mista, com o Samuel Albrecht”, avaliou.

 

·         Marcelo Ferreira, tem duas medalhas de ouro e uma de bronze na classe Star, em parceria com Torben Grael, e falou do convívio com sua dupla. “No começo, claro que a gente teve as dificuldades de todo mundo, de atrito. Mas isso faz parte da tripulação. O mais importante é que o objetivo sempre foi o mesmo: lutar e vencer. Isso é fundamental”, lembrou.

 

·         Ronnie Senfft conquistou a medalha de prata na classe Soling com Torben, nos Jogos Olímpicos Los Angeles 1984, também comentou o estilo do ex-parceiro. “O Torben tem uma característica muito forte. Tem um gênio bem difícil enquanto está velejando. Em terra, é uma pessoa muito brincalhona, mas no barco a coisa é levada tão a sério que, às vezes, todo mundo tem que escutar umas broncas. Mas também sabe ouvir quando está errado”, disse.

 

·         Torben Grael encontrou em Niterói o ambiente propício para desenvolver o seu talento. “Niterói tem 11 medalhas Olímpicas na vela, tendo mais conquistas que muitos países. Juntar essa turma toda é uma forma de representar os medalhistas do esporte. Competi os Jogos Olímpicos com três parceiros diferentes, e sempre competi em classes diferentes e sempre tive facilidade na troca de embarcações. O perfeccionismo é uma característica minha, por isso sempre fui exigente. É assim que tem que ser”, falou ele com um sorriso no rosto.

 

·         Lars Grael falou da parceria com o irmão no título mundial e porque nunca formaram dupla nos Jogos. “Competi em quatro edições dos Jogos Olímpicos, sempre na classe Tornado. Nunca competimos nas categorias Olímpicas juntos por uma questão de biótipo, pois tínhamos um corpo parecido. Mas já competimos e fomos campeões mundiais como parceiros na classe Sniper. Passamos por um momento mágico na vela que se mantém, com o agora veterano Robert Scheidt, e toda a nova geração. Estamos torcendo para que ele conquiste mais esse triunfo e se torne o maior medalhista da vela Olímpica brasileira. Esse é um momento muito emocionante, levar a chama Olímpica de Niterói para o Rio de Janeiro”, comentou.

 

·         O prefeito Eduardo Paes seguiu da Escola Naval em direção à estação Santos Dumont do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), onde a chama Olímpica chegou conduzida pela Rebeca dos Santos, aluna do Ginásio Experimental Olímpico.

· Renato Luiz Feliciano Lourenço, conhecido como Gari Sorriso, ficou famoso ao sambar com famosos durante a limpeza da Marquês de Sapucaí. Com molejo e samba no pé, virou passista profissional e já foi destaque nas escolas Grande Rio e União da Ilha do Governador, sendo um dos personagens da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos Londres 2012. “Saber que você é parte deste evento, que faz parte do Rio de Janeiro, mora no Rio, valoriza a cidade e a leva para o mundo todo é muito bom. Quem conduz a tocha hoje não é o Renato, são todos os trabalhadores, chefes de família, garis. Que esta tocha transmita paz, amor, carinho”, comentou.

· Filósofo e professor, Arnaldo Niskier é terceiro decano da Academia Brasileira de Letras, mas já se aventurou no mundo dos esportes. “Tenho orgulho muito grande de estar conduzindo a tocha Olímpica, porque no meu passado, fui atleta do América Futebol Clube e também do Clube Municipal, onde fui campeão carioca de basquete na segunda divisão, em 1957. Me enche de orgulho dizer, hoje, que a tocha Olímpica é carioca”, afirmou.

· Cantor, compositor e presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira, Nelson Sargento tem 400 composições. Entre as obras, estão parcerias com nomes como Cartola, Elton Medeiros e Nelson Cavaquinho. “É um momento muito importante para mim, participar deste cortejo bonito, conduzir a chama Olímpica. É sensacional”, disse.

· Jorge Perlingeiro é apresentador de programas de rádio e TV há 34 anos. É sua a famosa voz que anuncia as notas das escolas de samba na apuração do Grupo Especial do carnaval carioca. “São 46 anos de carreira. A gente recebe sempre alguma homenagem e essa é uma das mais importantes da minha vida. O Rio merece tudo isso que está acontecendo. Os Jogos Olímpicos são um momento mágico, grandes recordes serão batidos, muitos brasileiros vão ser agraciados. O carioca e o brasileiro vão ficar orgulhosos disso tudo”, apostou.

· Atriz e cineasta, Carla Camurati é a diretora do Programa de Cultura dos Jogos Rio 2016. Um dos principais nomes da cultura carioca, conduziu a chama Olímpica na frente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. “Mais feliz impossível. É muito emocionante ver a chama chegar ao Rio neste momento. Convidei minha equipe para conduzir junto, já que estamos correndo há muito tempo juntos”, brincou.

·         Selminha Sorriso é a principal porta-bandeira da sua geração. Estrela do carnaval carioca, defende o pavilhão da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis desde 1996. É hexacampeã do Estandarte de Ouro.  "As escolas de samba são como tribos. Culturas diferentes que lutam por um mesmo ideal: amizade, respeito, cultura. O samba modificou a vida de muitas pessoas. Os Jogos são parecidos com o samba. São vários povos, culturas que se unem em um determinado país pelo seu ideal, que é superação, união, vitória, paz. Tem tudo a ver o samba com os Jogos Olímpicos”, comparou.

 

·         Famoso pelo estilo extravagante, Milton Cunha é carnavalesco, diretor artístico da Cidade do Samba e comentarista de Carnaval. “Acendi a chama da concórdia na porta da Beija-Flor, que foi a escola que me lançou há 22 anos. Estou felicíssimo. A tocha é pela não discriminação, pela tolerância, pelo congraçamento da diferença. E isso é escola de samba. O mundo tem muito a aprender com a chama Olímpica e com o carnaval. Todos falam de respeito à diversidade”, avaliou.

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